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News of the week

Os acontecimentos mais importantes do mundo de inovação diretamente para você.

No final da década de 80, a Victorinox, tradicional fabricante de canivetes suíços, fez uma sondagem com o seu público perguntando que produtos da marca eles conheciam. Os entrevistados respodiam canivetes e relógios. Acontece que em toda a sua história, a Victorinox jamais havia fabricado um único relógio. Ninguém da diretoria soube explicar esse engano mas abraçaram a causa e lançaram uma coleção de relógios. Hoje, um em cada cinco relógios suíços vendidos nos EUA é Victorinox.

News of the week

Os acontecimentos mais importantes da semana.

 

Justa no Web Summit

Quando um investidor estrangeiro olha para o cenário de fintechs no Brasil, o que será que ele vê? A tal guerra de taxas? A regulação sufocante? Ou será que ele vê oportunidades? Será que ele vê a beleza de um mercado onde empresas com atuação apenas nacional conseguem enorme relevância global? Uma empresa roxa que se tornou a segunda fintech mais valiosa do mundo. Duas empresas de meios de pagamento que fizeram dois dos maiores IPOs da Nasdaq do ano passado. E por ai vai.

Se o macro é favorável, no caso da Justa o micro também revela uma boa história. Uma passado empreendedor de sucesso dos fundadores, um crescimento acelerado de dois dígitos por mês desde a sua criação e diversos produtos financeiros lançados nos últimos meses. A Justa não é uma máquina de cartão, é uma máquina de crédito.

Foram esses fatores que fizeram a Justa ser escolhida como expositora no mais importante evento de tecnologia do mundo, o Web Summit. Um evento que junta desde presidentes das maiores empresas do mundo, chefes de Estado, fundadores das startups mais quentes do momento e, é claro, o Ronaldinho, o cara que aparece em todas.

E a Justa desembarca em Lisboa não para falar de guerra, mas sim de oportunidades. Não para falar de brigas, mas sim de parcerias. Vão estar com a bandeira do Brasil em uma mão e a maquininha Justa na outra. Vão falar desse nosso Brasil com propriedade, afinal de contas, estão presentes em todos os 27 Estados Brasileiros. E se tudo isso que eu falei não servir para conquistar os europeus, o pessoal lá ainda vai ter uma arma secreta. Dica: começa com P e termina com açoquinha.

Trends to watch.

De olho nas tendências mundo afora.

 

Light Phone

Essa semana foi marcada pelo lançamento da nova linha de iPhones, que segundo a Apple são os “the most powerful and advanced smartphones”. Mas eu quero ir para o outro lado do espectro e falar sobre o celular mais simples do mundo, o Light Phone.

O primeiro modelo da Light surgiu em 2017, se aproveitando de um momento de alta ansiedade relacionado a dependência Tech. Pequeno e fino como um cartão de visitas, seu objetivo era ser uma arma contra o vício aos celulares. Seu lema era de que não é um telefone e sim uma forma de se aproveitar a vida. Portanto, suas funcionalidades eram limitadas a receber e realizar chamadas. Ponto.

Parecia a receita do desastre: Uma funcionalidade extremamente limitada, outros aspectos que deixam a desejar até contra aquele Nokia de 15 anos atrás, como uma bateria que não dura nem duas horas de ligações e um preço salgado: 150 dólares. Mas o storytelling falou mais alto. Foram mais de 15 mil unidades vendidas e uma lista de espera de 50 mil pessoas. Também levantaram milhões em investimento de VCs, da Foxconn e do fundador da Lyft.

Mas toda essa limitação não funciona e até os próprios fundadores deixaram de usar o produto. Foi ai que resolveram lançar a versão 2, trazendo tecnologia de ponta como mensagens de texto e alarme. É óbvio que toda essa tecnologia embarcada tem o seu preço e por isso o Light Phone 2 foi lançado a 350 dólares, metade do iphone 11 novo. Será que dessa vez o storytelling será suficiente? Bom, já venderam quase 15 milhões de reais via crowdfunding…

Deep dive

Uma seleção de artigos e reportagens interessantes.

 

The World’s Nº1 Frequent Flyer

O Tom tem tanta moral na United Airlines que ele nem precisa comprar assentos na primeira classe. Sempre que compra na Econômica, o upgrade é automático. Certa vez, por ser em cima da hora, não havia assentos na primeira classe disponíveis. Ele teve que ir de econômica mas foi recebido no portão de embarque com champanhe, chocolates, uma carta de desculpas e um voucher de US$ 3.500. Ao alcançar 4 milhões de milhas voadas, Tom entrou em um seleto e secreto Global Services Club da empresa, cheio de mimos. Ao alcançar 10 milhões, colocaram o nome dele em um dos 747 das companhia. Aos 20 milhões de milhas, comemoraram com um open bar de Moët & Chandon para o voo inteiro (mostrado nesse vídeo). Aos 21 milhões, Tom se tornou o Frequent Flyer Nº1 do mundo. Foram quase 4 anos e 850 voltas ao mundo dentro de um avião. United

Bitcoin Rap Battle Debate: Hamilton vs. Satoshi

O cofundador do Linkedin, Reid Hoffman, se interessa no setor de cryptomoedas em três níveis: Como uma ativo (i.e. uma alternativa digital para o ouro); como uma moeda (para criar uma nova camada transacional na internet) e como uma plataforma (para construir novos tipos alternativos de aplicações financeiras). Ele já investe em diferentes ativos nessas três frentes. E para fomentar ainda mais esse debate, o Reid ajudou a produzir uma batalha de Rap. De um lado, o criador do centralized banking, Alexander Hamilton. Do outro, o criador do Bitcoin, Satoshi Nakamoto. O próprio Reid aparece no vídeo, assim como outros grandes nomes como o Mickey Malka da Ribbit Capital e o Charlie Lee, criador da Litecoin (A quinta maior crypto atualmente). Rhyme Combinator

“What you need to succeed in a startup is not expertise in startups. What you need is expertise in your own users.”

 

Paul Graham

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