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News of the week

Os acontecimentos mais importantes do mundo de inovação diretamente para você.

De tempos em tempos as cédulas de dinheiro são trocadas. Não por questões estéticas mas por segurança. A cada troca a nota ganha novas formas de se dificultar a falsificação. É claro que se aproveita a oportunidade para se dar aquela renovada, como os ingleses fizeram esse mês ao colocar o Alan Turing, pai da computação, na nova nota de 50 libras. Mas tem uma nota que está sem mudar desde 1929, a de 1 dólar. Apesar de o seu risco de falsificação ser menor, a ideia de renová-la aparece de tempos de tempos mas sempre é derrubada. Isso ocorre fruto do lobby da NAMA, uma associação criada pelos donos das vending machines nos EUA. Acontece que se trocarem a nota de 1 dólar, esse pessoal teria que atualizar os sensores nas suas máquinas para ler as novas cédulas, um custo relevante. E provavelmente continuaremos assim até alguém achar um jeito lucrativo de falsificar esse tipo de nota.

News of the week

Os acontecimentos mais importantes da semana.

 

Agrotools Future 2019 – Dia 30/07

O Agro é um dos raros setores que o Brasil tem de tudo para ser o líder mundial, não só em produção mas também em tecnologia. Mas aqui na A5 apostamos em como esse setor ainda carece de informação. Temos menos estações de monitoramento de clima no Brasil que os EUA têm na Flórida. Sem informação, as seguradoras brasileiras cobram 5 vezes mais que a média global. Não ter seguro dificulta a obtenção de crédito, por exemplo. E têm muito dinheiro envolvido nisso. Só a carteira de crédito para Agro do Banco do Brasil é de 50 bilhões de dólares. Por ser um banco público, tem seus motivos políticos, mas os privados não e acreditamos que é com a informação que vamos liberar de vez também a esteira de crédito privada. Acreditamos que a informação vai ser o grande motor de crescimento desse setor.

Entra em cena a Agrotools. Ela monitora uma área maior que países como França, Itália, Alemanha e Dinamarca juntos. São mais de mil camadas e 150 Terabytes de informações. Em um mundo onde Data is the new oil, seus clientes vão desde o Itaú querendo maiores infos para concessão de crédito, até o McDonald’s global utilizando o seu sistema de inteligência para evitar o fornecimento de matérias-primas de áreas no Brasil que sofreram desmatamento recente.

E para colocar esses assuntos em pauta , terça feira que vem (30/07) teremos o Agrotools Future 2019, realizado com apoio da A5, no CUBO do Itaú. Entre alguns dos palestrantes já confirmados temos o Rodrigo Kede (Líder global da IBM América do Norte), Olivier Murguet (Vice Presidente global da Renault), Zeina Latif (Economista-chefe da XP Investimentos), o senador mais jovem da história do Brasil Irajá Abreu, Walter Schalka (Presidente da Suzano) e Pedro Parente (Presidente do Conselho da BRF). Quer participar? Então clica nesse link “A5 é 10!” e se inscreve. Mas corre que são poucas vagas!

Trends to watch.

De olho nas tendências mundo afora.

 

Project Nourished

Em uma cena do filme Hook, Robin Williams no papel de Peter Pan aprende a imaginar a comida no prato. Foi essa cena que inspirou Jinsoo An a começar o Project Nourished. As inovações desse projeto baseiam-se em alguns princípios científicos contra-intuitivos que mostram que muito do que percebemos como gosto, na verdade está profundamente ligada aos nossos outros sentidos: olfato, visão, tato e até audição. Influencie esses outros sentidos – com, digamos, aromas familiares, formas e cores, texturas ou um barulho de algo crocante e é possivel enganar como se percebe o gosto. Cientistas da Universidade Cornell publicaram um estudo em julho do ano passado que apoiou hipóteses de que a realidade virtual pode ser usada para melhorar o sabor. Nele, os participantes receberam amostras idênticas de queijo azul em dois ambientes virtuais: um celeiro cheio de vacas e um jardim botânico. Aqueles que estavam no celeiro classificaram o queijo azul como mais picante, devido aos sinais audiovisuais transbordando para outros sentidos.

E o que a Project Nourished está fazendo? Imagine que você se senta em uma mesa e coloca óculos de realidade virtual. No prato à sua frente está um cubo feito de algas marinhas – que foi impresso em 3D na forma de um rolo de sushi. E o que você vê, através do óculos é um sushi. Uma vez que você pega esse cubo com um garfo especial, um difusor aromático ativa, liberando o cheiro de gengibre, wasabi e shoyu. Você coloca na sua boca e voilà: Você saboreia um sushi. Enquanto você mastiga, você ouve os sons e sente as vibrações exatamente como se estivesse comendo um sushi, por meio de um fone de ouvido.

As aplicações para isso são interessantes. Elas vão desde permitir pessoas com alergias e intolerâncias a terem a experiência de comer esses tipos de comida até permitir um mundo mais sustentável em que comemos carne ou peixes sem precisar criar vacas ou pescar. Mas sair de algo interessante para um modelo de negócios viável é um grande passo. Pessoal mais de cabelo branco pode lembrar da história do iSmell, que lá na época da bolha dotcom juntou um dream team de executivos Fortune 500 e levantou 20 milhões de dólares para criar um aparelho que recriava qualquer tipo de aroma. Fecharam parcerias com Microsoft, Sony, Dreamworks, IMAX, entre outras, mas tiveram um pequeno problema: A falta de interesse das pessoas nesse tipo de produto. E ai que entra a grande questão da tecnologia de Realidade Virtual. Será ela uma verdadeira revolução tecnológica ou um produto de nicho? Apesar da hype toda em volta, ainda não vimos isso se transformar em vendas.

Deep dive

Uma seleção de artigos e reportagens interessantes.

 

Uma cidade construiu um espelho gigante para captar a luz do Sol

Essa matéria vai para você que não para de reclamar do inverno brasileiro. Se você acha que aqui é ruim imagina lá em Rjukan na Noruega. A cidade de pouco mais de 3 mil habitantes fica localizada em um vale e por isso durante 6 meses do ano eles veem o sol batendo nas montanhas mas não na cidade. A primeira solução foi construir um teleférico para as pessoas subirem a montanha e ter acesso ao sol. Mas isso não foi o bastante. Foi ai que decidiram trazer o sol até a cidade. Fizeram isso por meio de 3 espelhos gigantes de 17m² colocados no topo da montanha a um custo de cerca de R$ 2 milhões. Eles se movem de forma que o sol sempre é refletido na praça central da cidade. Pois bem, vou te dar mais uma informação e te fazer uma pergunta. A temperatura média do mês de julho (auge do verão) lá é de cerca de 15ºC. E agora, ainda acha o inverno brasileiro tão ruim? BBC.

The Mathematician Turning Basketball Into a Science

Já que estamos falando de dados, não é só no agro que eles estão ganhando relevância, mas também no basquete. É o que mostra essa reportagem da Bloomberg que conversou com a Ivana Seric, que lidera uma equipe de 10 cientistas de dados do Philadelphia 76ers. A Ivana possui uma combinação acertada de ser uma ótima matemática mas também uma ex-jogadora, o que lhe permite analisar profundamente os dados mas também conseguir explicá-los para os técnicos e jogadores. E como os dados entram nessa história? Pegamos o exemplo do Pick and roll, uma estratégia comum onde um jogador forma uma espécie de escudo humano para que o outro infiltre na área. Com dados começamos a ver a % de passes e arremessos desse jogador que infiltrou e a efetividade de cada uma dessas estratégias. Hoje, são esses dados que moldam a sua tática. Esse ganho de importância dos dados foi o que fez com que as tentativas de cestas de 3 pontos na NBA subisse de menos de 15 no começo do século para mais de 30 atualmente, pois os dados mostraram que apesar da conversão ser mais baixa, o fato de valerem 50% a mais faz com que o trade off seja positivo.

Foi essa onda das cestas de 3 que o Stephen Curry surfou. Ao invés de chegar perto da cesta, onde a competição é enorme, focou em praticar o seu lançamento de longe, até o ponto em que a sua chance de acertar não é mais tão baixa assim. Com essa vantagem competitiva, ele achou um verdadeiro oceano azul no basquete. Com isso não só quebrou todos os recordes imagináveis envolvendo cestas de 3 pontos como se tornou um dos jogadores mais valiosos da NBA. Se posicionar de uma maneira inovadora, achar um gap na competição, é uma lição valiosa não só para o basquete mas para todo o mundo dos negócios. E por trás desse posicionamento estão os dados. Bloomberg.

“In God we trust — all others bring data.

 

Viktor Mayer-Schönberger

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