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News of the week

Os acontecimentos mais importantes do mundo de inovação diretamente para você.

Ontem vimos as comemorações de 75 anos do Dia D, com a presença da Rainha da Inglaterra, do Trump, do Macron, da Merkel, entre outros. Nesse dia, mais de 150 mil tropas desembarcaram na França, apoiadas por 7 mil barcos e 12 mil aviões. Foi talvez a operação militar mais decisiva da Segunda Guerra Mundial. Mas ao contrário do sucesso da operação em si, o treinamento para ela foi um enorme desastre.

Duas semanas antes, eles tentaram simular a operação na Costa britânica. A ideia era bombardiar a praia por meia hora, esperar um pouco e depois desembarcar. Mas a operação atrasou 1 hora. Só esqueceram de avisar alguns dos barcos que iam desembarcar. Resultado: Quando começou, bombardiaram os próprios homens. Como se não bastasse, chegaram alguns submarinos alemães. Os sentinelas britânicos deixaram eles passar para não revelar a posição das forças e avisaram um comboio de barcos norte-americanos que estava na região. Só esqueceram de combinar as frequências certas de rádio e o comboio foi pego de surpresa. Dois barcos foram afundados. Muitos homens que pularam no mar, colocaram seus Coletes Salva Vidas de maneira incorreta, de forma que eles estavam funcionando mais como âncoras. Resumo da opera: Mais de mil homens morreram nesse treinamento.

Mais do que as mortes, esse desastre também trouxe um problema estratégico. O sucesso da operação dependia do fator surpresa. Logo: precisavam arranjar uma desculpa para mil mortes. A solução foi não contar às familias e ameaçar com corte marcial quem falasse sobre o que aconteceu naquele dia. E pra piorar 10 homens que desapareceram no ataque dos submarinos sabiam dos planos do Dia D. E para garantir que eles não tinham sido capturados pelos alemães e revelado os planos, atrasaram a operação como um todo até que achassem os 10 corpos. No meio tempo, pelo menos unificaram a frequência de rádio de todo mundo e deram um belo de um treinamento de Colete Salva Vidas pra todo mundo.

News of the week

 

Os acontecimentos mais importantes da semana.

ONU e Colab

A ONU possui 17 diretrizes globais que são chamadas de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, numa agenda com metas claras para fazermos um mundo melhor até 2030. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 11 é o de Cidades e Comunidades Sustentáveis. A premissa básica é que até 2030 teremos 70% da população mundial vivendo nas cidades. E, por isso, precisamos prepará-las do ponto de vista da mobilidade, saneamento, habitação, entre outros. No Brasil, por exemplo, devemos ter 85% da população vivendo em zonas urbanas. É nesse contexto que a Colab entra.

Investida da A5, a Colab é uma rede social de cidadania. Ela tem como objetivo conectar o cidadão ao governo e já têm diversas capitais como clientes, entre elas Recife, Porto Alegre, Curitiba, Teresina. Com isso a ONU escolheu a Colab como a sua parceira para realizar um amplo trabalho sobre as cidades brasileiras. A partir de uma consulta pública feita com quase 10 mil brasileiros em 800 municipios, a Colab conseguiu montar um estudo bem detalhado sobre a percepção do cidadão sobre as cidades. O lançamento do livro ocorreu na sede da ONU-Habitat em Nairobi, Quênia, e contou com a presença do CEO da Colab, Gustavo Maia, a head of capacity da ONU-Habitat e a ministra de home affairs da Argentina. E como prova do sucesso do trabalho, a ONU já fechou a parceria com o Colab para realizar esses estudos todos os anos até 2030. Se quiser ver o livro, acesse aqui.

E essa semana o Gustavo foi entregar uma cópia do livro direto nas mãos do Wagner Rosário, Ministro da Controladoria-Geral da União.

Trends to watch.

De olho nas tendências mundo afora.

O Hamburguer do Futuro

Se parece carne, sangra como carne e tem gosto de carne, só pode ser carne! Essa frase deixou de ser verdade nos últimos anos. Exatamente 1 ano atrás escrevi nessa newsletter sobre esse mercado de conseguir recriar a proteína animal. Essa é uma área de pesquisa muito importante pois ajuda a resolver três grandes problemas da sociedade: O bem estar animal, preocupações sanitárias e de saúde ligada a esse mercado e a degradação do meio ambiente. Esse último ponto é especialmente relevante pois comer um hambúrguer de laboratório ao invés do original é o equivalente a economizar água de um banho de 10 minutos, gases de efeito estuda de um passeio de 30 quilômetros de carro e 7 m² de terra. Sem contar que é um mercado de 200 bilhões de dólares apenas nos EUA.

Dentro dessa esfera existem duas grandes iniciativas. A primeira tenta crescer carne a partir de células animais dentro do laboratório. O primeiro hambúrguer criado assim deve ter sido o hambúrguer mais caro da história, pois custou cerca de 1 milhão de reais. Desde então o preço caiu mas ainda não se tornou economicamente viável. A segunda está explodindo e consiste em criar a carne a partir de plantas. As duas empresas que estão capitaneando esse movimento, Impossible Foods e Beyond Meat, já são servidas em mais de 20 mil restaurantes americanos. Mês passado a Impossible Foods fechou uma rodada de investimento de US$ 300 milhões de renomados fundos, assim como grandes nomes como Bill Gates. E a Beyond Meat fez seu IPO também no mês passado e seu preço de ação saltou de 25 dólares para mais de 100. Dentre as empresas que já aderiram a onda estão o Burger King, KFC, McDonald’s, TGI Fridays, Carl’s Jr, e até a Nestlé. E os resultados têm sido excelentes. O fluxo nas lojas do BK que começaram a oferecer o Impossible Whopper subiram 18%, enquanto o fluxo no resto caia.

Aqui no Brasil também já temos a nossa versão tupiniquim. É o Futuro Burger, criado pela foodtech Fazenda Futuro, do mesmo empreendedor dos sucos Do Bem. Desde o mês passado, já está disponível na Lanchonete da Cidade, no T.T. Burguer e nos supermercados Pão de Açúcar, St. Marche e Quitanda. Na semana que lançou fomos na Lanchonete da Cidade experimentar. Não conseguimos. Com apenas 2 dias, todos os estoques de todas as Lanchonetes da Cidade tinham acabado. Na semana seguinte voltamos e conseguimos (é o da foto). Como foi? O preço é levemente mais caro que a carne original. E em termos de gosto, digamos que ainda tem que melhorar. Quando se compara com um Hot pocket ou com uma Fast Food tudo bem, mas quando se está em uma lanchonete de alto padrão, a barra é um pouco mais alta. De qualquer forma, essa é apenas a versão 1.0 e com base nos ótimos feedbacks e aceitação de seus benchmarks norte-americanos, podemos ver que chegar em uma diferença de gosto quase imperceptível é possível. Já é um enorme mérito o seu rápido timing de chegar no mercado e as já importantes parcerias conquistadas. Como diria o Dadá: Não existe gol feio. Feio é não fazer gol.

Deep dive

 

Uma seleção de artigos e reportagens interessantes.

O Hotel do Futuro

3 min – Imagine a seguinte situação. Você está indo viajar e precisar pensar em um hotel. Aí você encontra um aplicativo onde você pode reservar o quarto do hotel, escolher o andar que você quer ficar e até mesmo com qual vista você quer acordar. Até aí nada de diferente do que já temos hoje. Mas você chega no hotel e não vê nenhum atendente na recepção. Então você percebe que para entrar no hotel é só usar um QR Code ou o seu rosto. A mesma coisa vale para você ir até o seu quarto e entrar nele. Como você chegou cansado da viagem, você quer pedir alguma coisa no quarto e descansar. Então você não pede sua comida pelo telefone, e sim por uma assistente pessoal por voz. Depois de alguns minutos, sua campainha toca. Não é um atendente do hotel. É um robô que está trazendo sua comida. Ai depois de comer, você quer descansar, fechar as cortinas e ligar a TV. De novo você faz tudo isso por comando de voz. Essa seria sua estadia no hotel da Alibaba, o Flyzoo. Linkedin

“O futuro já está aqui, só não está bem distribuído”

 

Wiliiam Gibson

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