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News of the week

Os acontecimentos mais importantes do mundo de inovação diretamente para você.

A primeira Indianapolis 500 ocorreu em 1911. O vencedor, Ray Harroun, venceu não apenas por uma direção superior mas por uma questão de aerodinâmica. Todos os seus competidores carregavam um passageiro no carro cuja função, entre algumas outras, era olhar para trás e avisar o motorista o que ocorria em sua retaguarda. Mas não o Ray. Ele substituiu o mecânico de bordo por uma tecnologia de ponta para a época: O espelho retrovisor. Com isso carregava menos peso que todos os outros 39 motoristas e em uma corrida de 800 quilômetros isso faz uma baita diferença.

What’s up

Os acontecimentos mais importantes da semana.

 

NASA declares International Space Station “open for business”

A Estação Espacial Internacional está virando o hotel mais exclusivo do mundo, ou melhor, da nossa galáxia. Semana passada a NASA anunciou uma parceria com a SpaceX e a Boeing para começar a realizar viagens pagas para passar férias na Estação Espacial Internacional a partir de 2020. O custo para ficar lá é relativamente tranquilo, uma taxa de entrada de 22,5 mil dólares e mais 11k por dia. O caro é o Uber pra lá: US$ 58 milhões. Mas não querem atrair apenas bilionários curiosos mas empresas também. A NASA vai permitir empresas filmarem comerciais lá na Estação. Sabe como dizem né? Always shoot for the moon because if you miss, you’ll land among the marketing executives. Tech Crunch.

Comunicado CVM de hoje

O Ministerio da Economia, o Banco Central e a CVM tornaram pública a intenção de implantar um modelo de sandbox regulatório no Brasil. Ainda é intenção mas como intenção hoje em dia vai até pro CV, vamos falar sobre. É uma iniciativa muito importante para o nosso setor pois flexibiliza a regulação para empresas que estão testando soluções inovadoras. Isso permite que uma fintech comece a operar sobre um regime de autorização provisória dentro de um espaço virtual neutro, previamente delimitado e sob monitoramento do órgão regulador. No comunicado mencionaram DLT, blockchain, roboadvisors e inteligência artificial como algumas das tecnologias que demandam esse tipo de regime de caixa de areia. Um importante passo. CVM.

A5 Classroom

Uma aulinha rápida para você não passar vergonha

 

Venture Capital 101

Com a taxa de juros em baixa, a farra dos rentistas dos títulos públicos está ficando mais difícil. Com isso o dinheiro está saindo da tesouraria dos bancos e indo para produtos financeiros um pouco mais criativos e próximos da economia real. Entre eles, o Private Equity e Venture Capital. Esses são produtos com uma dinâmica um pouco diferente e muitas vezes isso causa confusão. A pergunta “Mas quanto que esse seu fundo rendeu ano passado?” é mais comum do que você pensa. Então hoje a aula será sobre a “Curva J”. Se você não entendeu a indignação em relação a pergunta, bem vindo a aula, caso contrário, está dispensado.

Primeira coisa que você precisa entender sobre Venture Capital é que é um investimento de longo prazo, pra esquecer de vista. O dia que o retorno vier você vai se sentir assim como quando acha um dinheiro no bolso da calça. Aquela sensação de ganhar o que nem mais lembrava que tinha. Pode demorar, mas convenhamos, essa é uma ótima sensação e no caso de VC, mais especificamente em um fundo de uma gestora que faz um trabalho bem feito, cof A5 cof, vai ser mais como achar o apartamento do Geddel no bolso da calça.

Então como que funciona? Os fundos normalmente têm 8 anos de duração, onde metade é a fase de investimento e metade a fase de desinvestimento, onde se começa a vender as participações nas empresas investidas. Para o cotista do fundo isso gera um fenômeno que a primeira vista pode parecer preocupante. É a curva J, essa linha vermelha do gráfico acima. Isso ocorre porque o valor da cota durante o período de investimento se desvaloriza dado os custos do fundo e apenas se valoriza quando há algum desinvestimento. Por isso quando o gestor do fundo em que você investe jura de pé junto que só tem unicórnio no portfólio mas o valor da sua cota caiu de 1 real para 85 centavos, é perfeitamente normal. Dada essa dinâmica, os rendimentos do fundo não costumam ser calculados para cada ano específico e sim como um retorno acumulado e muitas vezes ainda estimado, baseado em valorizações ainda não realizadas de empresas do portfolio.

Classe dispensada.

Deep dive

Uma seleção de artigos e reportagens interessantes.

 

The Fall of Mankiw

Quem fez administração ou economia provavelmente já ouviu sobre ou leu o livro Introdução a Economia de Greg Mankiw, um dos livros mais famosos de todos os tempos. O livro gerou royalties de 42 milhões de dólares para o professor. Nada mal né. Mankiw é professor de Harvard e no seu curso ensina mais de 450 alunos por ano os conceitos básicos da economia: oferta, demanda, preços e mercados. É o curso mais procurado e mais famoso da universidade. Mas esse status agora está sendo ameaçado com o novo curso do professor Raj Chetty.

Chetty é um dos grandes economistas da atualidade. Ele conseguiu seu PhD por Harvard com apenas 23 anos. O seu foco de pesquisa são questões sociais. No seu novo curso, Using Big Data to Solve Economic and Social Problems, o professor está deixando de lado os livros teóricos e está aplicando estatística para interpretar problemas sociais e econômicos. O objetivo é que os alunos aprendam como analisar dados e aplicar soluções para os problemas encontrados, principalmente sociais como a desigualdade de renda. E com isso eliminar a clássica pergunta “Porque eu estou tendo que aprender isso?” É um approach completamente novo ao ensino da Economia 101. Em um mundo financeiro que vive de crise atrás de crise, será que isso não é necessário?

Quer saber mais? Todo o material da aula está disponível nesse link aqui.

“Investing should be more like watching paint dry or watching grass grow. If you want excitement, take $800 and go to Las Vegas.

 

Paul Samuelson

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