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News of the week

Os acontecimentos mais importantes do mundo de inovação diretamente para você.

Todos os diamantes que existem hoje foram originados algo entre 3.5 e 1.5 bilhões de anos atrás. Muitos dos quais vem antes da vida na Terra. Mas eles não iriam virar o ícone que são hoje ate muito recentemente. O responsável por isso chama Cecil Rhoads e a empresa que ele fundou chamada DeBeers. Eles chegaram a dominar 80% do estoque global de diamantes mas mais do que isso, são os responsáveis por uma das mais bem sucedidas campanhas publicitarias da história. É a famosa campanha de que diamantes são para sempre e isso que criou o hábito de dar diamantes como pedido de casamento.

Como mostra no gráfico, nos EUA, esse numero saiu de 10% para mais de 80% em apenas algumas décadas. No Japão, a campanha foi a mesma e o resultado ainda mais rápido (linha verde). Eles também foram os responsáveis pela famosa regra que o diamante deveria custar entre 2 e 3 meses de salário. Controlar a oferta e criar a demanda, esse é o playbook DeBeers.

News of the week

Os acontecimentos mais importantes da semana.

 

A KPTL, que tem R$ 1 bilhão de ativos sob gestão, está captando mais R$ 900 milhões

Semana passada o nosso gestor Renato Ramalho foi lá bater um papo com o pessoal do NeoFeed. Contar as novidades da KPTL e desse nosso mundo de inovação. Sobre o papo, tem resumo escrito, tem vídeo, tem podcast, a única coisa que não tem é a sua desculpa pra deixar de assistir. Então corre lá antes que o pessoal comente no churrasco e você fique sem saber o que falar. Neofeed

Trend of the week.

De olho nas tendências mundo afora.

 

Duolingo

Cerca de 1 ano e meio atrás eu escrevi sobre a primeira invenção do Luis. Chamava-se Captcha, que é aquele sistema em que você digita uma palavra para provar que você é humano. O negócio pegou e chegou a um ponto em que eram gastas 500.000 horas por dia digitando essas palavras. Mas como transformar isso em algo útil para a sociedade? A resposta estava na digitalização de livros. O Captcha então passou a introduzir duas palavras, uma que o sistema sabe qual é e, assim, verifica se você é humano e a outra que é uma palavra de um livro que esta sendo digitalizado. Ele dá essa palavra para 10 pessoas e considera que aquele consenso é o correto. Com isso, o Luis conseguiu montar um projeto que envolveu 750 milhões de pessoas e que traduz 2,5 milhões de livros por ano.

O Google comprou a Captcha e o Luis se voltou para a sua paixão: Educação. Foi então que criou o Duolingo, um app gratuito de ensino de idiomas. Hoje virou o maior app de educação do mundo, com mais de 300 milhões de usuários, que vão desde refugiados até o Bill Gates. Essas pessoas conseguem aprender dezenas de idiomas que incluem até High Valyrian do Game of Thrones e Klingon do Star Trek.

E a ideia do Duolingo não é matar as aulas ou escolas tradicionais de idiomas e sim ser complementar a elas. Hoje, 25% das aulas de idiomas nos EUA já usam o app. Essa massa de gente inclusive coloca a plataforma em uma posição única de conseguir testar a eficácia de mudanças na abordagem de ensino.

Ele também entrou no mercado de certificações de inglês, que movimenta cerca de US$15 bilhões por ano e é dominado por exames como TOEFL e IELTS, que cobram cerca de 250 dólares por um exame que custa 10 dólares para ser aplicado. Algo que causa uma marginalização das classes mais baixas. Hoje por meio da tecnologia, o duolingo já consegue emitir um certificado que via uma prova online com índices baixíssimos de fraude. Inclusive a ponto de universidades como Harvard aceitarem.

O Duolingo já captou quase 140 milhões de dólares de grandes fundos como Kleiner Perkins e New Entreprise Associates, de empresas como o Google assim como de celebridades como o Ashton Kutcher. Em apenas 3 anos, quando começou a monetizar via anúncios e subscription, conseguiu alcançar uma receita de quase US$100 milhões e ano passado virou um unicórnio a um valuation de US$1.5 bilhões.

Deep dive

Uma seleção de artigos e reportagens interessantes.

 

America’s wilderness is for sale

Os EUA possui mais de 600 milhões de acres de parques nacionais. Isso é uma área equivalente a quase metade da Amazônia. O maior responsável por isso foi o ex-presidente Teddy Roosevelt, que apesar da icónica foto em cima do alce ser falsa, ele possuia de fato uma profunda preocupação com a conservação da natureza contra a intensa pressão de exploração mineral. Fruto dessa preocupação foi a criação de mais de 150 parques nacionais em sua presidência.

Avance 110 anos e entramos no final da administração Trump, que já abriu mais de 13 milhões de acres para exploração, mais do que qualquer outro presidente já fez. Vamos pegar um exemplo.

No norte do Minessota existe um parque chamado National Superior Forest. Eles faturam cerca de US$77 milhões por ano com turismo. Isso é pouco comparado com outros parques norte-americanos mas já é mais do que os US$70 milhões que o Brasil fatura com o ecoturismo como um todo. Isso ocorre pois é uma área de altíssima proteção, onde não se permite carros, barcos com motor e nem mesmo sobrevoo de drones. O problema é que ele também é vizinho de uma das maiores reservas de cobre do mundo.

Na mineração de cobre, apenas 1% do que é retirado é aproveitado e o resto vira um lixo tóxico. Desastres como de Mont Valley no Canadá e Brumadinho nos mostraram muito bem o que acontece quando esse lixo entra em contato com a natureza. A empresa que quer ser responsável pela extração lá em Minessota diz que o seu método de descarte é ecológico e cita uma referência bem sucedida no Alasca. Mas mesmo essa referência já possui estudos que indicam que há problemas de contaminação ocorrendo. E a proximidade desse descarte a rios coloca em risco o Superior National Park (em amarelo). Essa foi umas das questões que fez a administração Obama vetar a mineração nessa região, algo que o Trump está em processo de revogar.

A mineração de cobre é importante, inclusive de um ponto de vista ambiental, pois ele não só é usado no celular que você carrega mas também em painéis solares, turbinas eólicas e baterias de carros elétricos. O ponto de tudo isso é que as coisas têm de ser feitas com cautela. Potenciais interesses políticos ou busca de lucros no curto prazo não podem colocar em risco o meio ambiente no longo prazo. Vox

Apple Future Vision 1987

Pra terminar a news de hoje, que tal um episódio de relembrar é viver? Um vídeo de 1987 feito pela Apple sobre a sua visão do futuro. No vídeo, um professor se prepara para uma palestra com a ajuda de uma tecnologia inexistente até então. Algumas coisas que eles iriam lançar apenas décadas depois, como um tablet. Apesar da interface (UX) estivesse mais com a cara daquela época, o conceito do tablet já estava lá. Mas o principal de tudo que eu diria que eles acertaram em cheio com décadas de antecedência é o conceito de voz. No vídeo há uma assistente pessoal, a la Siri e Alexa, que ajuda a pessoa em tudo que pergunta. Pequenos detalhes a parte, esse vídeo conseguiu retratar muito bem a realidade atual. Ponto pra Apple!

E pra terminar com uma curiosidade, o tema da palestra do professor? O desmatamento da foresta amazonica no Brasil. Apple

“The nation behaves well if it treats the natural resorces as assetswhich it must turn over to the next generation increased, and not impared, in value.”

 

 

Theodore Roosevelt

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