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Event of the week

Latin American Investment Conference by Credit Suisse

Nos últimos 2 dias participamos do Latin America Investment Conference organizado pelo Credit Suisse. O evento é de altíssimo nível, com boa parte do PIB participando. Me deparei muitas vezes assistindo palestras lado a lado com CEOs de empresas listadas em bolsa.

Esse é um evento que já frequentamos há anos e tem sido marcante como o tema de inovação e a presença de startups só cresce, culminando no tema da conferência deste ano: “The Era of Transformation”.

Inclusive algumas das nossas startups tiveram a chance de se apresentar (foto acima) em um dos palcos e o Credit forneceu um stand para cada uma delas. Já deixo o nosso obrigado a todo o pessoal lá. Baita evento!

Abaixo listei alguns dos principais aprendizados das inúmeras palestras.

Social media: The era of on-demand marketing
Nizan Guanaes e Alice Ferraz

O Nizan é umas das maiores referências em publicidade e marketing no Brasil. E deu uma aula! Ele criticou as startups que com dinheiro de sobra começam a mimar demais o consumidor. Ele tem medo de que isso faz o consumidor se acostumar a não ver valor no que você entrega. E ai vai pulando de galho em galho quando o mimo diminui. Do polo oposto elogiou o Bernault Arnault, um genio de construção de marca. “Você precisa fazer um IPO para comprar uma bolsa dele!”

Comparou a mídia antiga com o juros alto. Era fácil investir, com poucos caminhos possíveis. Agora ficou mais complicado, esses investimentos precisam ser mais fragmentados: “Muitos falando para muitos”.

E o que vai mudar radicalmente o mundo do marketing? Os comandos de voz, como Siri e Alexa.

US elections: Potential outcome and implications
Peter J. Ryan

O Peter é o cara do CS que acompanha a política norte-americana. Para ele a disputa entre os democratas está muito imprevisível, com o Biden, Sanders e Warren como favoritos. Quando for para a eleição geral, acredita-se que o Trump vai perder o voto popular (como ocorreu em 2016), vai ser uma eleição difícil mas ele vai ser reeleito. Principalmente porque a economia está indo muito bem e os democratas estão polarizados.

Biotechnology innovations
Lygia da Veiga Pereira, Ph.D.

A Lygia é uma referência global em genetica e figura constantemente na lista de 100 brasileiros mais influentes. Sua palestra explorou como o custo de sequenciamento dos genomas caiu abruptamente nos últimos anos, porém, mais do que conseguir sequenciar é saber interpretar. E para isso os cientistas precisam de um banco de dados com significância estatística. Por isso, muitos governos estão se movendo para sequenciar os genomas dos cidadãos. O valor disso vai ser enorme.

Ela mencionou o case da BioBank, uma iniciativa do governo do Reino Unido para sequenciar os genomas de 450k pessoas a um custo de 200 milhões de libras. Esses dados vão ser públicos mas antes disso algumas empresas farmacêuticas privadas vão ter acesso exclusivo por 9 meses. O preço que elas pagaram por isso? 100 milhões de libras. Outro exemplo é o da 23andMe que montou uma base de dados de 10 milhões de pessoas e com isso conseguiu um investimento de US$300MM pela GSK.

 

The future of work
Nicola Calicchio

O Nicola é o Chairman do board global de clientes da McKinsey. Eles possuem um robusto estudo sobre o tema Futuro do Trabalho e o Nicola fez uma apresentação sobre esse estudo. Muito interessante! Basicamente sustenta a tese de que não vão ser os empregos que serão automatizados e sim as tarefas. Os empregos continuarão mas sua dinâmica mudará, englobando mais atividades socioemocionais, tecnológicas e cognitivas. Dessa forma, apesar de 50% das atividades seram passíveis a automatização, apenas 10% dos empregos poderiam ser totalmente automatizados.

Privatizations: Executing this challenging mission
Salim Mattar

Nosso Secretário de Desestatização é um grande otimista, e deixou a plateia inteira da mesma forma. Tem motivo pra ser, pois se conseguir tocar a sua agenda, o ganho pode ser enorme. Mencionou que há 184 empresas que poderiam ser vendidas. 18 delas são dependentes do Estado. Foram gastos R$160 bilhões nos últimos 10 anos nessas empresas e R$30 bilhões nas não dependentes. Imagina esse recurso alocado em educação, infraestrutura, etc.

The future of Brazilian healthcare
Sidney Klajner e Roberto Santoro

Para terminar, vale fechar com alguns exemplos muito interessantes de inovações que o Einstein está implementando. O Sidney é o CEO e nos contou como estão usando Big Data para conseguir prever com 90% de precisão se um paciente vai ter que ser internado ou não em até 20 minutos depois que chega no pronto-socorro. Também usam algoritmos para prever deteriorações do paciente na semi-intensiva e até detectar câncer de próstata sem nem precisar de um médico.

Mas na linha do que falou o Nicola da Mckinsey, o Sidney disse:

O médico que tem medo de AI roubar seu trabalho, vai perder o trabalho pro médico que usa AI.

 

Sidney Klajner

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