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Papo com o Tio Ricco sobre Tecnologia

 

Na última sexta gravamos um podcast com a maior lenda do mercado financeiro brasileiro, o Tio Ricco! A receita tinha tudo para dar certo, juntamos o Tio Ricco, o Paulo Humberg (Chairman da KPTL), o Daniel Zukerman e umas boas garrafas de vinho. O resultado foi uma baita discussão sobre como a tecnologia está impactando o mundo, já disponível no Spotify!

Ouvir ou não esse podcast é igual se te oferecerem um Pétrus 82. Se você sabe que vinho é esse, vai querer beber. Se não sabe, recomenda-se experimentar!

O Paulo está no grupo dos pioneiros da internet no Brasil. Ele começou a empreender em 1995, quando fundou o Shoptime. O desafio era grande: Vender produtos a distância em uma época que a internet não tinha chegado no Brasil e as linhas telefônicas eram declaradas no Imposto de Renda.

Quando o Paulo foi para os EUA conversar com uma das referências nesse mercado, escutou que o mercado brasileiro ainda estava longe da maturidade necessária e que ele iria quebrar a cara. Nas palavras do Tio Ricco, o que o Paulo fez na época foi um risco duplo. Risco do empreendedorismo combinado com o risco de criar um setor totalmente novo. Combina isso com o perfil low profile do Paulo e vemos que ele personifica o mantra que dá nome ao podcast do TR: Muito Risco e Pouco Ego!

Discutir Venture Capital em tempos de crise econômica é propício. Essa é uma indústria descorrelacionada do PIB. Inclusive, em crises como a de 2008, vimos nascerem diversas empresas tech que hoje são referência, como Uber, AirBnB e WhatsApp. No gráfico abaixo, vemos como a Nasdaq (que concentra as empresas de tecnologia) já voltou a patamares pré-crise, enquanto o S&P500 ainda está no negativo.

E o Tio Ricco já prevê: A distinção entre empresas de tecnologia e empresas tradicionais vai ficar cada vez mais tênue. Sobre as novas tecnologias, ele aponta a Inteligência Artificial como uma que o chama a atenção. Mencionou que hoje 80% dos dados não são estruturados, ou seja, vão pro lixo. Pra conseguir ler tudo isso, só uma máquina mesmo. E ai que entra a Inteligência Artificial.

Também lembrou da capa da The Economist abaixo em que dados são comparados ao novo petróleo.

O Zukerman perguntou sobre essa onda de captações estratosféricas e valuations esticados. Uma moda em que a startup capta e a primeira coisa que faz é se mudar para um escritório todo bacana, se inspirando nos Googles e Apples. A única diferença é que essas empresas lucram bilhões e ai com bilhões na conta, até open bar de Pétrus ta valendo. Sobre isso, o Tio Ricco disse tudo: O que mais importa para o investidor é saber que o empreendedor demonstra saber o valor do dinheiro.

Pediram pro Paulo contar sobre alguma grande farra e ele falou da vez que alugou o barco de 110 pés do Richard Brandson, encheu de investidores e ficou dias no mar vendendo o Brasil. A estratégia de captação é simples, coloca num barco ou em um avião que ai o investidor não consegue fugir. Vai ficar te ouvindo até comprar a ideia.

Sobre a crise, Tio Ricco lembrou da frase do Ayrton Senna, que disse que “é difícil ultrapassar 15 carros em dias de sol, mas na chuva é possível.” Uma baita mensagem para os empreendedores enfrentando a chuva de 2020.

Em tempos em que a digitalização e a tecnologia só vão se tornar cada vez mais presentes, Tio Ricco já está sentindo isso na própria casa. Disse que parece um depósito da Amazon de tanta coisa que a Betina está comprando online.

Por fim, vale mencionar que o Paulo também participou de um mega evento online na semana passada, realizado pela Justa, investida da KPTL. Durante algumas horas, o pessoal juntou os grandes nomes do setor de pagamentos para discutir a nova realidade desse setor.

 

“Quem tá fora de Venture Capital, está deixando de caçar peixe grande.”

Tio Ricco

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