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News of the week

Os acontecimentos mais importantes do mundo de inovação diretamente para você.

   

Pegar bebida em um bar lotado é sempre um parto. Se esmagar entre as pessoas, torcer para o barman olhar pra você e sempre tem aquele que chega muito depois do seu lado e consegue a bebida antes. Em suma, é uma experiência horrível, uma mistura de desconforto com frustração e pitadas de raiva. Por isso que desenvolvedores britânicos desenvolveram um “AI Bar”. Baseado em inteligência artificial, ele possui uma câmera que identifica a ordem de chegada das pessoas e assim organiza uma fila virtual. Agora enquanto espera você pode conversar, dançar ou, mais provavelmente, mexer no celular. Ahh século 21!

News of the week

Os acontecimentos mais importantes da semana.

 

SoftBank’s Vision Fund 2 to start spending in next 3 months

Na última edição falamos sobre como o ambiente global de taxas de juros negativas está fazendo com que muito dinheiro vá para outros produtos financeiros como Bolsas e fundos de PE/VC. Contei sobre como o Softbank surfou essa onda levantando o maior fundo da história para investir em startups: 100 bilhões de dólares. E agora vieram denovo com o segundo fundo, de 108 bilhões, que já deve entrar em operação nos próximos meses.

Em seu pitch de captação, o Softbank possui duas grandes armas. A primeira é o retorno do primeiro fundo. Ele já investiu 62 bilhões dos 100. E hoje essa sua participação é avaliada em 82 bilhões. E a segunda arma é a possibilidade de investidores se beneficiarem das startups investidas como seus clientes. A Microsoft quer vender os seus serviços de armazenamento em nuvem, o Goldman Sachs está de olho em ser contratado para realizar os IPOs ou M&As das empresas e o Standard Chartered espera emprestar recursos para as startups. Esses são alguns dos investidores do segundo fundo. Entre outros estão a Apple e o próprio Softbank, que sozinho vai investir 40 bilhões.

Vale relembrar a força desses dois fundos. Juntos representam mais de 2/3 de todo o dinheiro que foi investido em VC no mundo inteiro no ano passado. Quando olhamos a China, por exemplo, que está passando por uma escassez de capital no momento, esse segundo fundo sozinho pode ser a solução. Resta saber para onde eles vão mirar o canhão de dinheiro. Finacial Times.

Trends to watch.

De olho nas tendências mundo afora.

Desert Control

Vamos juntar duas grandes tendências globais. 1) Mais gente, mais comida: Nossos amigos da ONU nos dizem que muito em breve a produção mundial de alimentos irá dobrar. 2) Mais gente, menos água: Aquecimento global, urbanização, mudança nos padrões de agricultura e aumento da população mundial serão drivers de graves crises hídricas. E nisso estamos falando de problemas de abastecimento mas também de desertificação. Hoje já temos uma área de 60.000km² (duas vezes a Bélgica) se tornando improdutiva todos os anos. Ou seja, receita do desastre. Precisaremos de mais comida com menos espaço e água para plantar. É literalmente uma questão de eficiência ou morte! Até dá para plantar no deserto mas isso utiliza 3x mais água e ai bate de frente com a nossa segunda tendência. Por isso que países como os Emirados Árabes Unidos importam cerca de 80% da sua comida.

É nesse contexto que entra a empresa Desert Control. Eles estão criando uma mistura de argila e água que transforma o deserto em um solo fértil para plantação. A mistura é jogada no solo e permite que a areia retenha a água como uma esponja. O nome do produto é Liquid Nano Clay, ou LNC. Com ele, o solo produz 40% mais, usando 65% menos água. Até 2030, a empresa quer ter seu produto aplicado em 5 milhões de km² de terras (quase duas vezes a Argentina), impactando cerca de 100 milhões de pessoas. Além disso, os custos iniciais e de energia para os fazendeiros são muito baixos, o que faz com que ele economize ainda mais dinheiro para produzir a mesma quantidade.

Há esperança!

Deep dive

Uma seleção de artigos e reportagens interessantes.

 

What happens when nature goes viral?

Esse lugar da foto chama Horseshoe Bend e fica no Colorado (EUA). Até os anos 90 era praticamente desconhecido e recebia talvez nem mil visitantes por ano. So que agora temos o Instagram, de forma que meninas como essa não só postam fotos vistas por milhares como também marcam o lugar, mostrando a todos a localização exata. Com isso, o Horseshoe Bend saltou de algumas mil pessoas por ano para 1.5 milhões. Um pouco do que aconteceu com a Pedra do Telégrafo no Rio de Janeiro. Um lugar que se popularizou tanto que eu só precisei pesquisar “Pedra RJ” no Google para descobrir o nome certinho.

E a preservação ambiental fica como? Com a descoberta desses lugares pelas pessoas acontecendo de forma cada vez mais viral, nossas organizações ambientais precisam estar preparadas para agir na mesma agilidade. Em Horseshoe Bend, toda a infraestrutura necessária para receber essas pessoas de forma sustentável está sendo contruída. Antes tarde do que mais tarde! Vox.

73 Mind-Blowing Implications of Driverless Cars and Trucks

Olhando para o setor como um todo a tendência é ningém ser dono de nada: Transportation-as-a-Service. Como os ganhos de escala são significativos nessa indústria, haverá uma consolidação em poucos players. E o hacking dos veículos se tornará um problema muito sério. E quando se olha para o carro em si veremos uma mudança drástica no design. Talvez nem tenham faróis e isso mudaria também o cenário e iluminação urbana como um todo. Também vale mencionar que os carros tendem a ser todos elétricos. E carros elétricos autônomos precisarão de apenas 1/10 das peças que usam hoje, tornando a produção muito mais rápida e simples. Isso o tornará mais leve e portanto veremos menos desgaste no asfalto.

Mas os maiores impactos são em todo o resto. Pessoas poderão trabalhar/Comer/Ler durante os trajetos, afetando a produtividade. Espaços de garagens vao ser reinventados. Carros podem se tornar parte do sistema de distribuição elétrica, fazendo o “last mile” da energia em regiões mais afastadas. Restaurantes e bares venderão mais bebidas alcoólicas. Qualquer carro poderá se tornar uma ambulância quando necessário. E por ai vai. Medium.

“You can’t control outcomes, just processes. And as long as you’ve used the best process, you’ve done the best that you can.

 

Tom Griffiths

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