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News of the week

Os acontecimentos mais importantes do mundo de inovação diretamente para você.

  

Em Dezembro de 1960, Tom e James Monaghan compraram uma pizzaria local por $1400 dólares. Porém o James sonhava em ser carteiro e acabou vendendo a sua parte para o irmão em troca de um Fusca que os dois dividiam. Foi ai que Tom mudou o nome da pizzaria para Domino’s e menos de 20 anos depois a transformou em um império global. Mas essa não é a história que eu vim contar hoje.

Quero falar da campanha que eles fizeram na Russia no ano passado. A Domino’s sempre foi uma empresa que pensou fora da caixa da pizza e por isso ofereceram 100 pizzas por ano pelos próximos 100 anos para qualquer um que tatuasse o logo deles em uma parte visível do corpo. Infelizmente em apenas alguns dias tiveram que cancelar a campanha devido a surpreendente adesão em massa dos russos. Do jeito que a coisa estava indo, suspeitavam que iriam ter pelo menos umas 5.000 pessoas tatuando e ai a conta ficou cara. Mas eles cumpriram a promessa para todos as 381 pessoas que já tinham tatuado e devido a toda a atenção na mídia que esse fracasso ganhou, a campanha acabou sendo um sucesso!

News of the week

Os acontecimentos mais importantes da semana.

 

Agrotools Future 2019

Sobre esse evento eu escrevo de forma tranquila pois convidei todos vocês na semana passada. Quem não foi, perdeu! Mas não se preocupe que eu te conto um pouquinho sobre. Para quem não lembra, a AgroTools é uma empresa de dados para o setor Agro. Ela monitora uma área maior que países como França, Itália, Alemanha e Dinamarca juntos. São mais de mil camadas e 150 Terabytes de informações. Em um mundo onde Data is the new oil, seus clientes vão desde o Itaú querendo maiores infos para concessão de crédito, até o McDonald’s global utilizando o seu sistema de inteligência para evitar o fornecimento de matérias-primas de áreas no Brasil que sofreram desmatamento recente.

Como uma empresa situada na crista da onda da inovação, seu evento veio para dar um panorama dessa revolução. Começamos com a Zeina Latif, economista-chefe da XP. Ela está de um lado positiva pois aminhamos na direção correta, com reformas importantes sendo encaminhadas. De outro, ainda receosa com a situação muito delicada da economia brasileira, que demanda enorme celeridade nessas reformas.

Dentre as diversas outras palestras, eu quero ressaltar 3 delas. A do Olivier Murget, VP executivo global da Renault. Ele contou um pouco de como a montadora está se reinventando baseada em 3 pilares. O primeiro são os carros elétricos, onde já são líderes mundiais. O segundo é o de mobilidade. Estão investindo em soluções de carros compartilhados e na integração entre os diferentes modais de transporte. E por fim estão os carros autônomos e o IoT. Na parte de startups também não ficaram de fora. Montaram os Renault LAB para se aproximar dessas empresas, um deles inclusive fica no próprio CUBO, onde foi realizado o evento.

Tivemos a ilustre presença do Pedro Parente, cujo currículo não cabe em um só parágrafo. Ele baseou a sua apresentação em um ensinamento que aprendeu com o CEO de uma grande empresa norte-americana. Segundo ele, um líder de qualquer organização precisa saber três coisas: 1) Onde você está (Ponto A)?; 2) Onde você quer chegar (Ponto B)? e 3) Como sair de A e chegar em B? Ele aplicou essa prática contando o case da BRF, uma empresa que teve 5 CEOs e 5 CFOs em apenas 5 anos, antes de Pedro assumir a presidência do conselho.

Por fim, tivemos o Rodrigo Kede, ex-presidente da TOTVS e atual Líder global da IBM na América do Norte. Mas pensando bem, vou deixar pra contar essa na semana que vem.

A5 Classroom.

Uma aulinha rápida para você não passar vergonha.

 

Venture Capital: Clear for take off

Bem vindos de volta alunos. Essa será a segunda aula do A5 Classroom. Na primeira, cerca de 1 mês atrás, falamos um pouco sobre como é a dinâmica de se investir em Venture Capital, em especial, sobre a incompreendida Curva J. Mas entender a dinâmica não se traduz necessariamente em investimento. Para isso existe uma grande força por trás. Hoje vamos falar dela.

Voltemos três anos. Taxa de Juros de dois dígitos. Imagina como era para um gestor de Venture Capital tentar captar dinheiro com investidores brasileiros. Porque alguém colocaria dinheiro nisso, correr um baita risco, sem liquidez, enquanto podia colocar em título público e render grana suficiente para se sustentar. E captar com gringo em meio a uma dança de cadeiras presidencial nem se fala. Agora com os juros em queda, a farra dos rentistas dos títulos públicos está ficando mais difícil. O gestores dos fundos de previdência já não conseguem mais bater a meta atuarial só com título público e o investidor pessoa física já não consegue alavancar seu patrimônio sem se arriscar um pouco mais nos investimentos. O pessoal está tendo que ficar um pouco mais criativo e como cereja do bolo entra o Venture Capital.

Mas não é só o Brasil que vive esse cenário, é o mundo todo! Vamos ao gráfico acima. Hoje temos mais de 20% de todos os investment-grade bonds pagando taxas negativas. Ou seja, você investe para perder dinheiro. E isso representa 14 Trilhões de dólares, 7 vezes o PIB do Brasil. Com isso o dinheiro está jorrando para produtos como o Venture Capital. Vou te dar um exemplo. Lá em 2016, logo após começar essa tendência dos juros negativos, Masayoshi Son do Softbank estava voando em seu Gulfstream em direção a uma reunião com o príncipe da Arábia Saudita. Ele revisava uma apresentação em que tentaria captar US$ 30 bilhões para o que seria o maior fundo de VC da história. Para se ter comparação, no mesmo ano a indústria de VC no mundo inteiro tinha captado cerca de 55 bilhões. Para espanto do seu assessor, ele foi lá e mudou o 30 para 100. Funcionou, em 45 minutos de reunião ele captou 45 bilhões. Como se não bastase, semana passada ele anunciou o fim da captação do seu segundo fundo, de mais 108 bilhões.

Então voltemos ao nosso aeroporto Brasil. Temos diversos aviões (fundos de VCs) alinhados na pista. Dentro deles, passageiros (startups) com enorme potencial de fazer um barulho mundo afora. A pista ainda está com alguns buracos que precisam de reformas. Mas já vemos uma equipe trabalhando nessas obras. Uma vez consertada a pista, o combustível (dinheiro) não faltará. Poderemos enfim abocanhar parte dessa abundância global. E ai não digo só na nossa indústria. Também temos um belo de um A380 (B3 – Bolsa de Valores) esperando para decolar.

Aqui na A5 já estamos com a poltrona na vertical e cintos afivelados.

Deep dive

Uma seleção de artigos e reportagens interessantes.

 

Tesla-powered Porsche 912: vintage meets electric

Carros elétricos começaram com o pé errado. Não foi a toa. Os primeiros modelos conseguiam ter a desastrosa combinação de serem feios, ruins e caros. Os compradores eram verdadeiros heróis do meio ambiente. Entra a Tesla na jogada. Seus carros continuam caros mas agora são lindos e aceleram mais rápido que uma Ferrari. De repente, carros elétricos viraram a sensação. E o telefone do pessoal Zelectric Motors começou a tocar. Eles atuam em um nicho muito interessante. Pegam esse mesmo motor da Tesla e colocam em carros Vintage da Porsche e da Volkswagen. A beleza disso se sustenta no fato de que é muito mais fácil instalar um motor desse em um chassi qualquer do que um motor a combustão. Para quem acha que estão acabando com a autencidade desses Vintages, vale mencionar que na maioria dos casos são carros que já estão na beira do ferro velho e não casos onde possuem um motor ainda em funcionamento. Se interessou? Então não se preocupe, a Zelectric ainda têm alguns horários disponíveis para 2023! The Verge.

Welcome To The Future – by Samsung

E pra terminar, um vídeo de 3 minutinhos mostrando a visão da Samsung de como será o futuro. Samsung.

Hoje como teve aula, o chopp está liberado.

“The world is so dynamic that if you don’t change your mind a lot, you’re just, by definition, going to be wrong a lot.

 

Jeff Bezos

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