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A5 no Web Summit

A maior concentração de empreendedores do mundo.

Day 1 

A A5 está de volta ao Web Summit! E ontem tivemos o primeiro dia do evento. São 70 mil pessoas, mais de 1200 palestrantes, 11.000 CEOs, 170 países e um tema central: Tecnologia. Todo mundo está aqui. E quando eu digo todo mundo, é literalmente todo mundo mesmo. Desde diversos C-Levels de empresas como Huawei, Samsung, Microsoft, Amazon, Google, os fundadores das startups mais promissoras do momento, os maiores investidores de Venture Capital do mundo, artistas como Jaden Smith e Akon, a Sophia (primeiro robô a receber cidadania de um país) e muito mais. A A5, claro, não deixaria de participar e trazer as principais novidades diretamente para você. Senhoras e Senhores, bem vindos a maior concentração de empreendedores do mundo!

O primeiro contato com o evento já impressiona. Ao chegar no aeroporto de Lisboa ontem, me deparei com uma verdadeira operação de guerra montada no estacionamento, para já fazer o registro e pegar minhas credenciais ali mesmo. Na verdade, talvez operação de guerra não tenha sido um termo feliz. Pois guerras são bagunçadas, e não tinha nada de bagunçado ontem. Muito pelo contrário. Do momento que eu entrei na tenda, até sair com a minha credencial, pulseira, tudo com o meu nome, deve ter levado uns 45 segundos. Depois eu perguntei, aquele era um dos horários de picos, onde estavam chegando a maior parte dos voos. Baita primeira impressão!

O público é bem variado. Ternos de todas as costuras, cabelos de todas as cores e pessoas de todas as nacionalidades. Já pelas credenciais, se pode ter um cheiro. Os membros das startups que estão expondo recebem credenciais denominadas de Alpha, Beta e Growth dependendo do estágio da empresa. Membros das grandes empresas patrocinadoras possuem as credenciais de Partners, media, general attendee e, é claro, investidores. Esse último eu diria que é melhor até dar uma escondida, pois se os empreededores veem que você é investidor, não perdem a oportunidade de vir contar a ideia revolucionária deles.

Vale mencionar a impressionante infraestrura em torno do Altice Arena aqui em Lisboa. O palco principal consegui abrigar 20 mil pessoas e há mais 4 galpões enormes ao lado. Na frente, uma estação de trem e metro, além do shopping mais moderno de Portugal. Da outro lado, na costa, há dúzias de restaurantes e bares de todos os tipos, sem contar com enormes Hoteis a walking distance como o TRYP, Ibis, Tivoli e o icônico Myriad.

Paddy Cosgrave, cofundador e CEO do Web Summit começou falando. Logo de cara ele pediu para gritar quem vinha do Brasil (só mencionou outros três paises além da terra tupiniquim) e o barulho foi enorme. Brincou que talvez não sejamos os que estão mais em peso, mas definitivamente os que gritam mais alto. Sinal de que o nosso mercado está ganhando relevância? Acho que sim.

Ontem tivemos três principais palestras que vale mencionar. A primeira foi do Edward Snowden, o ex-membro da CIA e da NSA que expôs o sistema global de vigilância deles. Quando perguntado o porquê ele veio a público, mencionou que no primeiro dia jurou defender a constituição, contra inimigos estrangeiros e domésticos. Esse esquema de vigilância era um desses inimigos domésticos, e mesmo que isso violava o NDA que ele tinha com a NSA, a constituição deveria estar acima de tudo. O que ele revelou foi um sofisticado sistema de vigilância preventiva, onde eles não iam atrás de pessoas suspeitas de violar a lei, mas monitoravam todas, indiscrimidamente. Ele é a pessoa responsável por você ter esse adesivo na webcam do seu laptop.

Sobre a nova GPDR (LGPD europeia), também trouxe um questionamento interessante. Para ele a discussão não deveria ser focada em Data Protection e sim em Data Collection. O que importa não deveria ser se a informação vaza ou não e sim se ela é coletada. Também acredita que até vermos as pesadas multas previstas pela legislação começarem a ser aplicadas, as empresas vão se mexer pouco.

Também tivemos a presença do Chairman da Huawei, Guo Ping. O tema de sua palestra: 5G. Uma tecnologia que é 70x mais rápida que o 4G atual e base para o desenvolvimento de IoT e AIs. Países como China e EUA colocam essa tecnologia como uma questão de segurança nacional. A Huawei é uma das empresas que quer posicionar como a empresa líder no fornecimento dos componentes 5G e em sua visão, está se disseminando mais rápido do que se esperava. Na Coréia do Sul, alcançou mais de 1 milhão de usuários em apenas dois meses. Estudos mostram que até 2025, já devemos ter mais de 1 bilhão de usuários no mundo. Ele falou um pouco das possibilidades que essa tecnologia abre, nos mais variados setores, desde música até contrução. E contou sobre os diversos esforços da Huawei na área. Os números impressionam. Só o Developer program deles terá bilhões em investimentos e vai reunir 5 milhões de desenvolvedores. Mas em suma, diria que foi pitch institucional que poderia ser muito mais profundo. Guerra EUA vs China, nem foi mencionada.

Por fim tivemos o Jaden Smith, Gary White e Paul O’Callagahan para falar de um tema que está cada vez mais em voga: Água. Imagine que nós descobrissemos a cura do cancer hoje e daqui a 100 anos ainda tivessemos pessoas morrendo de cancer. É isso que está acontecendo com a água. Temos 750 milhões de pessoas no mundo que não têm acesso a água e 2 bilhões que não tem acesso a saneamento. Na visão deles, dois pilares vão resolver isso: Tecnologia e novos modelos financeiros. Caridade é legal mas possui suas limitações naturais. Eles estão desenvolvendo outras soluções financeiras, baseadas em empréstimos, que podem amplificar fortemente o alcance do que já é feito hoje. Do lado de tecnologia, mencionaram que não existe silver bullet, mas um conjunto de tecnologias. As que estão sendo desenvolvidas já são incríveis, como um dispositivo que captura água diretamente do ar. E pra não falar que tudo foi bom, uma pequena crítica. Quando a entrevistadora fez a última pergunta sobre qual era a coisa mais importante que deveria ser feita para se fazer a diferença, o excesso de rigor no pontualismo cortou a resposta com a música de encerramento. Vão ficar nos devendo essa resposta.

“What do you do when the most powerfull institutions become the less accountable to our society?

 

Edward Snowden

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