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A5 no Web Summit

A maior concentração de empreendedores do mundo.

Day 3 

Senhoras e senhores, apertem os cintos porque ontem o dia foi incrível! Como de praxe, porque não começar contando um pouco mais sobre a conferência em si. Os palcos são sempre temáticos e assim como as startups eles também variam durante os dias. Alguns são fixos como o de Auto/Tech e PandaConf (Marketing), mas há muitos outros que ocorrem apenas em 1 ou 2 dias como é o caso do HealthConf, MoneyConf, Music Notes, SaaS Monster, Planet : Tech, SportsTrade e muitos outros! E anoite há o Night Summit. Toda noite é em um bairro diferente onde diversos bares ficam reservados para o pessoal do evento. Parece um momento de pura descontração mas realmente é notável o networking que acontece nesses momentos.

Mas os palcos são apenas uma parte do evento. Nos galpões há estandes de todos os tipos de empresas e organizações que você possa imaginar. As startups ficam reunidas de acordo com o tamanho e setor de atuação. Então se você procura startups de Marketing em estágio de Growth, vai encontrar todas ali juntinhas em um só lugar disputando a sua atenção. Todas as startups só expõem por 1 dia, então todo os dias são cheios de novidades. Há também enormes estandes de empresas como Samsung, AWS, SAP, Google, Siemens, KPMG, EDP e por ai vai. Além disso há palcos menores e lounges com focos específicos. Alguns são espaços de Pitchs onde as startups mais promissoras se apresentam, outros são workshops e há um chamado Unboxed, onde especialistas fazem reviews dos novos lançamentos de laptops, smart watches e headphones. Cada Lounge é patrocinado por uma empresa, como o dos desenvolvedores pela AWS, das mulheres em Tech pelo Booking.com e dos Investidores pelo Pitchbook.

Foi tanta palestra interessante, o que acham de hoje fazermos um bate bola rápido de todas? Levanta a mão quem concorda. Nossa quase unânime, então é isso!

Comecei o dia com a palestra do presidente da Microsoft, Brad Smith. O cara fala bem viu! Listou 4 coisas que estão mudando o mundo e as tecnologias associadas a cada um:
1) Computing Power (Digital + Quantum)
2) The Cloud (More Clouds + Data Innovations)
3) Data (5G + Ambient Computing)
4) Artificial Inteligence (Ai + AIG)

Ele também gastou um bom tempo falando de como é importante que o avanço dessas tecnologias preservem os “timeless values”. Esse foi um tema muito presente no Web Summit como um todo. Em um de seus slides dizia “Any Tool can become a weapom. A broom can be used to weep the floor or hit someone over the head.” Também mostrou preocupação pela crescente divisão que ter ou não ter acesso a internet causa. Exatamente o tema da palestra do sir Tim Berners-Lee levantou na abertura do Web Summit passado.

Também tivemos o ex-primeiro ministro britânico Tony Blair junto com o deputado norte-americano Ro Khanna. Tony tem se envolvido fortemente com o mundo de tecnologia e o Ro é o “deputado do Vale do Silício”. Algumas preocupações levantas:
1)Brexit desvia o foco de discussões mais importantes, olha quantos anos eles já estão perdendo com isso;
2) Políticos não entendem de tecnologia e, portanto, tornam-se péssimos reguladores. Só assistir as audiências no congresso com as empresas Tech para ver;
3)O debate sobre o mundo de tecnologia não pode se limitar apenas as Big Tech. Tecnologia é muito mais amplo que esse conjunto de empresas.

Um dos palcos chamava-se Deep Tech e uma das palestras memoráveis foi sobre quantum computers do Philipp Gerbert, Managing Director do BCG e PhD em física quãntica pelo MIT. Ele contou sobre a supremacia quântica atingida pelo Google recentemente e deu um panorama interessante sobre como a Europa está ficando para trás no tema:

Research publications: Europa lidera e EUA têm 40% a menos.
Intellectual property: EUA lidera e Europa 80% a menos.
Companhias: Ai fica vergonhoso para a Europa. Simplesmente não têm nenhuma.

Terminou falando sobre o elefante da sala. Quando a computação quântica chegar ao seu potencial, toda a criptografica, crytomoedas, tudo entra em colapso. Isso deve ocorrer nos próximos 10 a 15 anos. A forma de se resolver isso é com a crytografia quântica. E quem está liderando os esforços nessa área? China.

Esse ai da foto é o Brad Bao, fundador e CEO da Lime, a maior empresa de patinete do mundo. Duas vezes maior que o segundo player e 10 vezes maior que o terceiro. No começo do ano ele levantou US$ 737 milhões de investimento sob um valuation de 2.4 bilhões. Só tenho um comentário sobre essa palestra. Ano passado o tema dos patinetes foi discutido no palco principal do evento, completamente lotado. Esse ano, mesmo no palco menor, estava vazio, vide esse lugar bem na frente que peguei. Será que a Hype passou?

Por fim, mais uma no palco DeepTech. Foi a vez do Thomas Reardon, fundador e CEO da CTRL-Labs. Essa empresa acabou de ser comprada pelo Facebook por algo entre US$ 500 milhões e 1 bilhão. Antes disso, o Thomas foi quem criou o Internet Explorer, lá dentro da Microsoft.

A CTRL-Labs está entre as startups com a missão de permitir que você controle as coisas com a mente, ou mais especificamente, com pequenos sinais neurológicos. Eles desenvolveram uma pulsera que capta esses sinais e Thomas demonstrou no próprio palco. Ele trocava slides estalando os dedos e mostrou como o computador consegue interpretar pequenos sinais, muitas vezes nem visíveis como comandos. Não preciso nem gastar tempo falando das aplicações disso e reforço que o demo que ele fez no palco foi impressionante.

Situações cómicas da vida: Lá estava Thomas, com 15 minutos contados para demonstrar sua invenção revolucionária e ele deve ter perdido uns 4-5 minutos da apresentação porque não conseguia passar os slides na apresentação.

“When people are pessimistic about the future, they look for people to blame. If you’re optimistic, you’re looking for opportunities.

 

Tony Blair

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